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Votuporanga

Defesa do padrasto de Nicolas divulga nota e contesta conclusões do inquérito sobre morte da criança em Votuporanga

Por Notícias Noroeste Publicado em 03/07/2026 11:18 Atualizado em 03/07/2026 11:18 51 visualizações (51 hoje)
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Advogado afirma que cliente é inocente, nega agressões e diz confiar na análise do Ministério Público e da Justiça

A defesa do padrasto do menino Nicolas Souza Prado divulgou nesta quinta-feira (2) uma nota oficial contestando as conclusões do inquérito da Polícia Civil que investigou a morte da criança, ocorrida em outubro de 2023, em Votuporanga.

Representado pelo advogado Douglas Teodoro Fontes, o padrasto afirma ser inocente e nega qualquer prática de maus-tratos, agressão ou violência contra Nicolas. Segundo a defesa, ele mantinha uma relação de afeto e cuidado com o menino, fato que, conforme a nota, teria sido reconhecido durante a própria investigação.

O documento também sustenta que, caso tenha ocorrido qualquer ato de violência praticado por terceiros, o investigado afirma que jamais presenciou agressões, não tinha conhecimento de fatos dessa natureza e nunca recebeu informações nesse sentido.

Outro ponto abordado pela defesa refere-se aos exames periciais. Segundo a nota, não foi realizada necropsia no corpo da criança, mas apenas um exame indireto baseado em documentos médicos. De acordo com o advogado, os próprios peritos teriam registrado que esse procedimento não permitiria apontar, com certeza, a causa da morte.

A defesa também contesta a existência de indícios de agressões anteriores. Conforme a nota, o inquérito não apresentaria registros de cicatrizes, hematomas antigos ou outras marcas que comprovassem violência prévia. Ainda segundo o documento, os peritos teriam informado não haver elementos suficientes para caracterizar tortura ou emprego de meio cruel.

O advogado afirma que seu cliente colaborou com a investigação desde o início, comparecendo espontaneamente à Polícia Civil, prestando depoimentos e apresentando documentos que, segundo a defesa, reforçam sua versão dos fatos.

Na manifestação, a defesa ressalta ainda que o inquérito foi concluído sem indiciamento de qualquer pessoa e afirma confiar na atuação do Ministério Público e do Poder Judiciário, que irão analisar o caso com base nas provas reunidas.

Por fim, o advogado manifestou solidariedade à família de Nicolas e pediu respeito ao princípio constitucional da presunção de inocência, destacando que o caso ainda depende da análise do Ministério Público e que, até o momento, não há denúncia criminal recebida pela Justiça.

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