O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania vai entregar, nesta quarta-feira (10), um dos prêmios mais tradicionais do País ao delegado Everson Contelli, atual responsável pela Delegacia Seccional de Polícia de São José do Rio Preto. A homenagem acontece em Brasília, durante a Conferência Nacional dos Direitos Humanos.
A condecoração, conhecida como Prêmio Direitos Humanos – edição Luiz Gama e Esperança Garcia, reconhece trabalhos que marcaram o cenário nacional. Contelli venceu na categoria Direito à Memória e Verdade graças ao projeto “Humanidade 21”, iniciativa que revirou arquivos, cruzou dados e trouxe à tona identidades de pessoas sepultadas como desconhecidas.
Nos bastidores, o trabalho foi silencioso, persistente e cercado de detalhes. Ao longo dos anos, o delegado vasculhou registros de indigentes enterrados não só em Fernandópolis, mas também em outras regiões do Estado, incluindo Presidente Prudente. Cada caso revisitado escondia uma história interrompida – e, muitas vezes, uma família inteira vivendo na incerteza.
A investigação seguiu os métodos tradicionais: comparação de informações, busca em boletins de desaparecimento, análise de documentos, entrevistas e cruzamento de dados que, pouco a pouco, reconstruíram trajetórias apagadas. O resultado foi a identificação de diversas vítimas e a localização de parentes que há anos aguardavam respostas.
“Fui comunicado pelo Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania que venci o Prêmio de Direitos Humanos Luiz Gama e Esperança Garcia, na categoria Direito à Memória e Verdade”, declarou Contelli, confirmando o reconhecimento nacional.
Criado em 1995, o prêmio se tornou símbolo ético no Brasil, destacando iniciativas que defendem a dignidade humana e demonstram comprometimento público.




