Prefeitura suspende medida após exames apontarem efeitos colaterais de medicamentos; caso gerou críticas do sindicato
A Prefeitura de Fernandópolis decidiu, na noite de quarta-feira (25), suspender o afastamento do diretor do CEMEI José Cardoso Tavares, Sófocles Macedo, após a comprovação de que alterações em seu comportamento foram causadas por efeitos colaterais de medicamentos de uso contínuo.
O profissional retomou normalmente suas atividades na manhã desta quinta-feira (26), um dia após o episódio que mobilizou a Polícia Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).
Inicialmente, havia suspeita de embriaguez, o que motivou o afastamento preventivo até a devida apuração dos fatos. No entanto, exames médicos e documentação apresentada pelo diretor confirmaram que se tratava de um quadro clínico.
Segundo informações, a decisão inicial também foi registrada na Delegacia de Polícia, seguindo os procedimentos adotados pela Secretaria Municipal de Educação.
O prefeito João Paulo Cantarella afirmou que a Prefeitura agiu com base nas informações repassadas por um funcionário da unidade escolar, destacando que a equipe da Educação teve respaldo do Ministério Público ao acionar a Polícia Militar.
Ainda de acordo com a ocorrência, o diretor colaborou com toda a situação, não apresentou comportamento agressivo e aceitou ser encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) por uma equipe do SAMU.
⚠️ Caso gera críticas e repercussão
O episódio foi acompanhado pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, que classificou como “exagerada” a decisão de acionar a Polícia Militar para uma situação considerada de natureza clínica.
A atuação da Secretaria de Educação, chefiada por Valdete Magalhães, também foi alvo de críticas internas, com apontamentos sobre possível excesso de rigor na condução do caso.
Apesar da repercussão, o diretor recebeu diversas manifestações de apoio nas redes sociais, inclusive de colegas de trabalho e pais de alunos da unidade escolar.




