m uma carta enviada ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pediu para exercer seu mandato diretamente dos Estados Unidos, insinuando que uma negativa poderia ter consequências internacionais para o parlamentar.
No documento, Eduardo sugere que Motta poderia vir a ser alvo de sanções pelo governo de Donald Trump, possivelmente com perda de visto ou aplicação da Lei Magnitsky, caso não atenda ao seu pedido. No trecho final, ele afirma que uma recusa poderia ser interpretada como cumplicidade da Câmara com medidas do ministro do STF Alexandre de Moraes.
“Excelentíssimo presidente, este é um momento decisivo. A soberania da vontade popular não pode ser atropelada por medidas arbitrárias, e a Câmara dos Deputados não pode se tornar cúmplice de um regime ditatorial já sancionado internacionalmente por graves violações de direitos humanos”, escreveu Eduardo.
O deputado e seu assessor nos Estados Unidos, o jornalista Paulo Figueiredo, têm afirmado que outras autoridades, mesmo sem envolvimento direto nas ações contra Jair Bolsonaro, também podem ser sancionadas. As sanções estariam vinculadas à ideia de “cumplicidade”.
Em março, Figueiredo comentou uma notícia sobre a extensão de sanções, dizendo: “Mas é claro que vai se estender”. Em julho, ele compartilhou postagem de Darren Beattie, subsecretário de Estado para a Diplomacia Pública dos EUA, mencionando sanções contra Moraes e alertando sobre “aqueles que foram cúmplices”.

