Lojistas apontam falta de apoio diante do avanço das vendas online e criticam ausência de estratégias da entidade
O quadro de associados da Associação Comercial e Industrial de Fernandópolis (ACIF) tem registrado uma queda significativa nos últimos dias, segundo relatos de empresários locais. A principal queixa é a falta de apoio efetivo da entidade diante do crescimento das vendas online, que vem impactando diretamente o comércio físico da cidade.
De acordo com lojistas, a manutenção da anuidade deixou de ser viável para muitos, especialmente porque o principal serviço utilizado — a consulta de crédito para vendas no crediário — perdeu relevância com a popularização de meios de pagamento como Pix e cartão de crédito.
Empresários, que preferiram não se identificar, afirmam que a ACIF tem sido omissa ao não desenvolver estratégias que ajudem os comerciantes a enfrentar a concorrência de plataformas digitais, como marketplaces e redes sociais.
Falta de estratégias de marketing preocupa setor
Outra crítica recorrente diz respeito à ausência de campanhas de marketing capazes de atrair consumidores para o comércio local. Segundo os lojistas, falta uma atuação mais ativa da entidade na promoção das empresas da cidade.
Os comerciantes destacam que, enquanto plataformas digitais investem constantemente em publicidade e alcance, o comércio físico de Fernandópolis carece de visibilidade e incentivo.
A avaliação de ex-associados é de que as ações atuais são insuficientes para enfrentar a queda no faturamento e a perda de clientes.
Críticas à gestão atual aumentam insatisfação
Além das dificuldades enfrentadas pelo setor, empresários também apontam insatisfação com a atual gestão da ACIF. Segundo relatos, há falta de diálogo com os comerciantes e ausência de profissionais com experiência para conduzir ações estratégicas.
Comparações com administrações anteriores são frequentes, com empresários destacando que, no passado, havia maior proximidade com o setor e busca ativa por soluções para fortalecer o comércio local.
Diante do cenário, a expectativa é que o número de desligamentos continue crescendo caso a entidade não apresente medidas concretas para apoiar os empresários e impulsionar o varejo tradicional de Fernandópolis.




