Um escrevente trans de 33 anos, funcionário do Fórum de Olímpia, busca justiça após relatar ter sofrido tratamento discriminatório por anos no ambiente de trabalho. O caso ganhou avanço no dia 14 de janeiro, quando o Ministério Público ofereceu denúncia contra um servidor público acusado de proferir falas ofensivas relacionadas à identidade de gênero da vítima.
Segundo a promotoria, as agressões verbais teriam ocorrido entre 2018 e 2025, período em que o denunciado, ex-chefe do setor de execuções fiscais, teria insistido em tratar o escrevente no feminino e feito comentários desrespeitosos. O caso foi enquadrado como racismo, entendimento jurídico aplicado no Brasil a situações de transfobia.
A vítima relatou impactos emocionais e físicos, incluindo insônia, taquicardia e agravamento de dores crônicas, além da necessidade de acompanhamento psicológico e psiquiátrico. Para evitar o contato com o acusado, chegou a atuar em home office e, recentemente, foi transferida para outro cartório da comarca.
A defesa do servidor nega as acusações. Já o escrevente afirma que a responsabilização é necessária para evitar que casos semelhantes se repitam, especialmente dentro do Judiciário.
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