Uma professora de 67 anos decidiu encerrar sua trajetória na educação após ser vítima de agressões dentro de uma escola municipal de Olímpia, no interior de São Paulo.
Heloisa Barbara Cevada Esperandio, que havia retornado às salas de aula mesmo após a aposentadoria, relatou ter sido mordida e chutada por alunos do 2º ano do ensino fundamental ao tentar separar uma briga entre estudantes.
Segundo a educadora, a situação provocou diversos hematomas pelo corpo e deixou marcas emocionais profundas. Ela afirma que precisou buscar acompanhamento psicológico e psiquiátrico para lidar com as consequências do episódio.
Em entrevistas, Heloisa relatou que o ocorrido abalou sua saúde física e mental, levando-a à decisão de deixar definitivamente a profissão que exerceu durante décadas.
A Secretaria Municipal de Educação informou que adotou medidas administrativas e pedagógicas relacionadas ao caso e que ofereceu acompanhamento aos envolvidos.
O episódio reacende o debate sobre a violência no ambiente escolar e os desafios enfrentados diariamente pelos profissionais da educação.
Dados do Centro do Professorado Paulista (CPP) mostram que a realidade preocupa. Segundo pesquisa realizada pela entidade, 65,6% dos professores entrevistados afirmaram já ter sofrido algum tipo de agressão em escolas públicas do Estado de São Paulo.
O caso gerou repercussão nas redes sociais e levantou discussões sobre segurança, disciplina e respeito aos profissionais da educação dentro das unidades escolares.
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