Corpos de vítimas começam a ser encontrados, e resgates continuam no litoral paulista
Uma família de Matão, cidade localizada a cerca de 180 km de Tanabi, está desaparecida desde sábado (23), após a lancha “Jany” sumir no mar de Itanhaém, litoral de São Paulo. Os desaparecidos são o médico veterinário Bruno Silva Dias, de 32 anos, e seus pais, Lucídio Francisco Dias e Maria Aparecida da Silva Dias.
Ontem, terça-feira (26), o Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) encontrou o corpo de uma mulher na região da Barra do Sahy, em São Sebastião, no litoral norte de São Paulo. Acredita-se que a vítima seja uma das tripulantes da lancha desaparecida. O corpo foi resgatado por volta das 15h e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde será identificado por familiares.
Em seguida, a Força Aérea Brasileira (FAB) localizou um segundo corpo, a nove quilômetros da costa da Barra do Sahy. No entanto, esse corpo ainda não foi resgatado pelas equipes de busca.
O acidente ocorreu próximo à Ilha da Queimada Grande, também conhecida como Ilha das Cobras, a cerca de 25 km da costa. A Capitania dos Portos de São Paulo informou que a embarcação, de 21 pés e equipada com motor Yamaha de 60HP, pode ter naufragado na região. Um pedido de socorro chegou a ser registrado por um dos tripulantes, mas o contato foi perdido logo após.
As operações de resgate continuam com o apoio da Marinha e da FAB, que contam com o navio-patrulha Guajará, a aeronave SC-105 Amazonas e o helicóptero H-36 Caracal. Também há a colaboração de donos de embarcações locais para tentar localizar os outros desaparecidos.
Bruno, que é casado e pai de um menino de 11 anos, atua como veterinário no bairro Pitangueiras, em Guarujá, onde possui uma clínica veterinária ao lado da esposa. Seu pai, Lucídio, conhecido como Seu Dias, era técnico em consertos de eletrodomésticos e também auxiliava na clínica do filho. Maria Aparecida, chamada Dona Cida, estava em processo de aposentadoria e ajudava nos cuidados com o neto.
A Ilha das Cobras é um local de difícil acesso, com proibição de desembarque para civis. Apenas biólogos e a Marinha têm permissão para estar na ilha, que é conhecida por abrigar uma das maiores concentrações de cobras venenosas do mundo, com até 25 mil serpentes. A picada de algumas dessas cobras pode ser fatal em poucas horas.

