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Fernandópolis
19 04 2026

“Fora Valdete”: Vestidos de preto, professores de Fernandópolis protestam contra irregularidades na Educação

O final da tarde desta sexta-feira, dia 19, foi marcado por uma manifestação histórica em Fernandópolis. Em um cenário que há muito tempo não se via na cidade, um expressivo grupo de professores da rede municipal de ensino realizou um protesto contra a gestão da Secretaria de Educação, especificamente contra a secretária Valdete Magalhães.

Vestidos de preto, simbolizando o descontentamento e o luto pelas condições administrativas da pasta, os docentes iniciaram a marcha em frente à Câmara Municipal e seguiram em caminhada até o Paço Municipal. Durante todo o trajeto, o coro era uníssono: “Fora Valdete!”.

O Pivô da Crise: Atribuição de Aulas e Desrespeito à Lei

O estopim para a revolta foi uma série de irregularidades apontadas nas recentes atribuições de aulas e nas adequações realizadas nas escolas de período integral. Segundo os manifestantes, o remanejamento dos professores foi conduzido de forma arbitrária e em total desacordo com a legislação vigente, gerando confusão e prejudicando a carreira de diversos profissionais.

A tensão saiu das ruas e já chegou ao Judiciário. Diversos Mandados de Segurança foram impetrados na Justiça de Fernandópolis. Inclusive, uma professora já obteve uma liminar favorável, obrigando a Secretaria de Educação a refazer o processo de atribuição em seu caso específico devido aos erros cometidos.

Atendimento na Prefeitura e Promessa de Regularização

Ao chegarem à sede da Prefeitura, os professores foram recebidos no auditório pelo Secretário de Gestão, Júlio Sant’anna. O secretário ouviu as reivindicações e prometeu que a administração municipal irá rever as situações consideradas irregulares e trabalhar para regularizar os problemas gerados pela Secretaria de Educação.

Embora não estivesse presente no momento do encontro por estar em uma inauguração da “Cozinha Alimento”, o prefeito João Paulo Cantarella se manifestou sobre o caso. Cantarella adotou um tom conciliatório: afirmou que as necessidades dos professores serão revistas e que, caso erros sejam comprovados, serão prontamente corrigidos. O prefeito garantiu ainda que a administração não irá recorrer das decisões judiciais, acatando o que for decidido pela Justiça para evitar prejuízos aos docentes.


Pressão Legislativa e Desgaste Político

O descontentamento com a secretária Valdete Magalhães também ecoa fortemente na Câmara Municipal. Vereadores já se reuniram com o prefeito João Paulo Cantarella para comunicar que a permanência da secretária no cargo tornou-se insustentável. Para os parlamentares, este é o maior problema administrativo e político já enfrentado pelo município em tempos recentes.

Na última sessão ordinária, realizada na quinta-feira (18), a crise na educação dominou os debates. O vereador Carlos Cabral, que possui autoridade no assunto por já ter sido diretor de escola e secretário de Educação em gestões anteriores, apresentou um manifesto contundente. Cabral relembrou os “erros” ocorridos na pasta e reforçou o coro por mudanças urgentes.

Apesar da pressão popular e legislativa, o prefeito ainda não mencionou a exoneração da secretária, mas o clima no Paço Municipal é de extrema tensão, com a base aliada cobrando uma solução definitiva para o impasse que paralisou a educação fernandopolense.

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