Um morador de São José do Rio Preto (SP) caiu em um golpe aplicado por criminosos que se passavam por atendentes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo o boletim de ocorrência registrado, a vítima recebeu uma ligação em que os golpistas solicitavam a realização da chamada “prova de vida”, exigência anual feita pelo órgão previdenciário.
Durante a conversa, os criminosos convenceram o homem a realizar uma chamada de vídeo, supostamente para confirmar seus dados junto ao sistema do INSS. No decorrer da ligação, os falsos atendentes orientaram a vítima a efetuar duas transferências via Pix, que totalizaram R$ 20 mil.
Após as transações, os golpistas encerraram o contato, apagaram todas as mensagens e bloquearam o número da vítima. Desconfiado, o homem procurou a Polícia Civil e registrou boletim de ocorrência.
A corporação já investiga o caso, que foi encaminhado ao distrito policial da área para apuração completa dos fatos. O morador foi orientado sobre o prazo de seis meses para representação criminal, contados a partir da identificação dos responsáveis pelo crime.
Especialistas alertam que o INSS nunca solicita transferências, códigos ou senhas durante atendimentos telefônicos ou por vídeo. Todos os procedimentos oficiais devem ser realizados exclusivamente pelos canais oficiais — como o aplicativo ou site Meu INSS (meu.inss.gov.br), ou presencialmente nas agências do órgão.
A orientação é que os beneficiários desconfiem de qualquer ligação que envolva movimentações financeiras, especialmente quando o interlocutor alega representar instituições públicas.

