Após um julgamento que se estendeu por mais de 12 horas, a Justiça condenou Fernando Rodrigues da Silva, de 45 anos, a uma pena de 21 anos de reclusão em regime fechado. O júri popular, realizado nesta quinta-feira (26) no Fórum de Mirassol, considerou o réu culpado pelo assassinato de sua ex-companheira, Beatriz Ribeiro Rocha Freitas, ocorrido em março de 2024 na cidade de Bálsamo. A condenação incluiu as qualificadoras de feminicídio por motivo torpe e o crime de porte ilegal de arma de fogo.
O crime aconteceu na residência do casal, onde a vítima, de apenas 25 anos, foi encontrada morta na cozinha com dois disparos na cabeça. Na época, Beatriz vivia com Fernando há cinco anos e planejava encerrar o relacionamento para retornar à casa de sua família em Praia Grande, no litoral paulista. As investigações apontaram que o condenado não aceitava o término e decidiu tirar a vida da jovem pouco antes de ela concretizar a mudança. O filho do casal, que tinha apenas dois anos na data do crime, também morava na residência.
Fernando estava detido no Centro de Detenção Provisória de São José do Rio Preto desde que se apresentou às autoridades, quatro dias após o homicídio. Na ocasião de sua entrega, ele confessou o ato e indicou aos policiais que havia descartado o revólver utilizado em uma represa na zona rural do município. A arma foi posteriormente localizada e apreendida para perícia, servindo como uma das principais provas apresentadas pela acusação durante o processo.
A decisão do júri reflete o rigor da justiça em casos de violência contra a mulher motivados por posse e controle. Durante a sessão, o réu permaneceu escoltado enquanto as testemunhas e advogados debatiam os detalhes da tragédia que chocou a pequena cidade de Bálsamo. Com o veredito, Fernando retornará ao sistema prisional para dar início ao cumprimento da sentença, enquanto a família de Beatriz espera que o desfecho judicial traga algum conforto diante da perda precoce da jovem.

