A morte de uma jaguatirica a registrada na manhã desta quinta-feira (30), na alça de acesso da Rodovia Euclides da Cunha (SP-320), em Três Fronteiras, voltou a chamar a atenção para os efeitos do avanço humano sobre áreas de preservação ambiental no Noroeste Paulista.
O animal, aparentemente um macho adulto, foi encontrado sem vida no trecho que liga o município ao eixo Jales a São José do Rio Preto. A principal suspeita é de atropelamento durante a travessia da rodovia, em um ponto que passa por obras de recuperação do pavimento asfáltico, o que exige atenção redobrada dos motoristas.
Moradores da região relatam que a presença de animais silvestres tem se tornado mais frequente nas proximidades da rodovia e de propriedades rurais. Há, inclusive, registros recentes de ataques a criações, como carneiros, o que indica que o felino vinha circulando pela área em busca de alimento.
A situação é associada, por moradores e produtores rurais, à diminuição de áreas de mata nativa, gradativamente substituídas por lavouras, especialmente de cana-de-açúcar. Sem corredores ecológicos ou áreas contínuas de vegetação, a fauna silvestre acaba forçada a atravessar estradas e rodovias, aumentando o risco de acidentes.
Além do impacto ambiental, o atropelamento de animais de grande porte representa risco à segurança viária, podendo provocar colisões graves. O caso reforça a necessidade de medidas preventivas, como sinalização adequada, monitoramento ambiental e políticas públicas voltadas à proteção da fauna.
O episódio registrado em Três Fronteiras expõe, mais uma vez, o conflito entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental, evidenciando a urgência de ações que evitem novas ocorrências e preservem tanto a vida silvestre quanto a segurança de quem utiliza as rodovias da região.

