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21 04 2026

Justiça concede liberdade provisória a mãe investigada pela morte de filho em Monte Aprazível

A Justiça determinou, na manhã desta segunda-feira (22), que a mulher suspeita de causar a morte do próprio filho, de 13 anos, responda ao processo em liberdade provisória. O caso ocorreu no último domingo (21), em Monte Aprazível, após o adolescente, que dependia de uma traqueostomia para respirar, falecer em casa. A decisão foi tomada durante audiência de custódia, após a Polícia Civil registrar a ocorrência inicialmente como homicídio culposo, modalidade em que a investigação aponta que não houve a intenção de matar.

O episódio mobilizou as autoridades após uma vizinha ser acionada pela própria mãe do menino. Quando as equipes do SAMU e da Polícia Militar chegaram ao imóvel, constataram que o adolescente já estava morto. Em seu depoimento, a mulher explicou que tentou realizar a manutenção ou manipulação da cânula de traqueostomia do filho, mas o procedimento não foi bem-sucedido e o jovem acabou não resistindo. No entanto, os socorristas e policiais relataram ter notado contradições no depoimento da mãe, além de sinais de embriaguez, reforçados pela presença de latas de cerveja na residência.

Câmeras de segurança da região tornaram-se peças fundamentais para a investigação, pois revelaram um intervalo de tempo crítico. Segundo o registro policial, as imagens mostram que o menino começou a passar mal por volta das 5h da manhã, mas a mãe só buscou ajuda externa cerca de uma hora e meia depois, às 6h30. Esse atraso no socorro é um dos pontos que a Polícia Civil pretende esclarecer para entender se a demora foi determinante para o óbito e quais eram as condições reais da mulher naquele momento.

O inquérito agora segue sob responsabilidade da Delegacia de Monte Aprazível e corre em segredo de Justiça, medida padrão para casos que envolvem menores de idade. Além das circunstâncias da morte do adolescente, as autoridades devem apurar o histórico familiar, uma vez que há informações de que outra filha da mulher teria falecido anteriormente por causas não esclarecidas. Por enquanto, a mãe deverá cumprir medidas cautelares enquanto a perícia técnica e os novos depoimentos ajudam a concluir o que de fato aconteceu no interior da residência.

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