Organização atuava desde 2022 em diversas cidades; operações “Game Over” e “Xeque Mate” desarticularam esquema
Uma investigação conduzida pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Fernandópolis resultou na desarticulação de uma organização criminosa que explorava jogos de azar em várias cidades do noroeste paulista. A condenação dos envolvidos foi confirmada pela Justiça e mantida recentemente pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), incluindo o confisco dos bens apreendidos.
Segundo a Polícia Civil, o grupo atuava desde o final de 2022 com atividades ilegais como bingos clandestinos, máquinas de vídeo-bingo, jogo do bicho e venda de raspadinhas irregulares.
O inquérito policial reuniu um volume expressivo de provas, ultrapassando 20 mil páginas, com identificação de todos os integrantes da organização. Durante as investigações, foram realizadas prisões, embora os suspeitos tenham respondido inicialmente em liberdade após decisões judiciais.
Com o novo posicionamento do Tribunal, a Justiça reafirmou a ilegalidade das práticas e a responsabilidade criminal dos envolvidos.
Operações estratégicas desmantelaram esquema
A ofensiva policial ganhou força com duas operações de grande porte.
A primeira, denominada “Game Over”, foi deflagrada em setembro de 2023 e atingiu nove pontos de jogos em Fernandópolis e Votuporanga.
Já a operação “Xeque Mate”, realizada em maio de 2024, ampliou as ações para São João do Iracema e Cosmorama, resultando em seis prisões preventivas e na apreensão de materiais essenciais para o avanço das investigações.
Impacto na região
De acordo com a Polícia Civil, o desmantelamento da organização provocou uma redução significativa na oferta de jogos de azar na região, impactando diretamente a atuação de esquemas ilegais.
As autoridades destacam que o caso serve como alerta à população e aos comerciantes sobre os riscos de envolvimento com atividades ilícitas, especialmente aquelas que prometem ganhos financeiros rápidos.
No Brasil, a exploração de jogos de azar segue proibida por lei, e a polícia reforça que as fiscalizações continuarão para evitar o retorno dessas práticas.




