Moradores do Loteamento Jardim dos Ingleses, em Fernandópolis, seguem enfrentando transtornos com a queima constante das lâmpadas da iluminação pública. A Prefeitura notificou a responsável pelo empreendimento, a empresa Altavista Empreendimentos Imobiliários SPE Ltda., cobrando a troca dos equipamentos com base na garantia de cinco anos das obras. Porém, o problema virou motivo de impasse entre a loteadora e a concessionária Neoenergia Elektro.
Por meio do protocolo de Ouvidoria nº 7.479/2025, o município reiterou que a manutenção do sistema, incluindo a troca das lâmpadas, deve ser feita pela loteadora durante o período de garantia. Em resposta datada de 05 de agosto, a Altavista reconheceu o defeito, mas alegou que as luminárias queimavam em curto espaço de tempo, mesmo após as substituições, o que impediria uma solução definitiva.
Em nova manifestação, no dia 20 de agosto, a empresa afirmou desconfiar de falhas na rede elétrica da concessionária, sugerindo possíveis problemas de tensão ou capacidade dos transformadores. A loteadora informou ter tentado solicitar uma vistoria técnica à Neoenergia Elektro, mas foi orientada de que o pedido deveria ser feito pela Prefeitura.
A concessionária, ao ser acionada, respondeu que não há registros formais de consumidores do bairro reclamando de oscilação na rede. A Elektro afirmou ainda que realizou medições nos transformadores da região, constatando tensão dentro dos limites definidos pela ANEEL, descartando, por ora, defeitos no fornecimento de energia.
A concessionária listou possíveis causas para a queima frequente das lâmpadas, entre elas:
- Equipamentos fora das especificações, como luminárias e reatores;
- Problemas na instalação interna do sistema de iluminação pública, incluindo aterramento e conexões;
- Oscilações momentâneas externas, como descargas atmosféricas.
A Neoenergia Elektro disse que, para aprofundar a investigação, exige uma ocorrência formal de algum consumidor do bairro especificamente sobre a qualidade da energia elétrica. Sem esse registro, permanece o impasse entre loteadora e concessionária, enquanto os moradores continuam aguardando uma solução definitiva para a iluminação pública do bairro.




