O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a aplicação de medidas cautelares contra o auditor Ricardo Mansano de Moraes, investigado por suposto envolvimento no vazamento de dados sigilosos de ministros da Corte, do procurador-geral da República (PGR) e de familiares.
O auditor é ligado à Receita Federal em Presidente Prudente e reside em São José do Rio Preto, onde parte das medidas judiciais foi cumprida. A operação foi realizada pela Polícia Federal, que executou quatro mandados nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.
Medidas cautelares
Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, foram impostas as seguintes medidas ao investigado:
- Afastamento do cargo público;
- Uso de tornozeleira eletrônica;
- Recolhimento domiciliar no período noturno;
- Apreensão de aparelhos eletrônicos.
Segundo o STF, foram identificados “múltiplos acessos ilegais” a sistemas que contêm informações protegidas por sigilo. A Receita Federal confirmou a existência de irregularidades e declarou que não tolera qualquer violação de dados sigilosos, colaborando com as investigações.
Investigação em andamento
Até o momento, não há denúncia formal apresentada, e o caso segue em fase de investigação. As autoridades apuram a extensão dos acessos indevidos e se houve compartilhamento das informações obtidas.
A defesa do auditor não foi localizada para comentar o caso.

