Uma situação tensa marcou a saída de alunos na CEMEI Miguel Riske, em Fernandópolis, na tarde desta terça-feira (11). Segundo informações apuradas, uma motorista de aplicativo, autorizada pela mãe de uma criança para realizar o transporte, teria sido tratada com falta de educação e grosseria por uma funcionária da unidade.
A motorista relatou que possuía a autorização da responsável legal, guardada inclusive na pasta da própria criança, mas que a escola alegou não ter registro formal do documento. “O problema não foi pedirem regularização, e sim a forma como fui abordada. Fui tratada com desrespeito”, afirmou.
Ela acrescentou ainda que não foi a primeira vez que passou por esse tipo de situação. “Já tive problemas também quando fui buscar meu sobrinho, mesmo constando como autorizada no prontuário. Tudo tem limite. O que custa conversar numa boa?”, questionou.
Durante a apuração feita nesta quarta-feira (12), o repórter do A17 também esteve na unidade e afirmou ter sido recebido com respostas ríspidas pela coordenação, que teria dito: “Não importa quem você é.”
O episódio levantou questionamentos sobre a falta de preparo no atendimento à comunidade escolar, o que pode comprometer o relacionamento entre pais, responsáveis e servidores públicos.
Outras escolas da cidade informaram à reportagem que, além da autorização da mãe, é exigida também a apresentação de documento de identificação e uma carta de próprio punho, garantindo maior segurança aos alunos — medidas que, segundo apuração, não teriam sido adotadas pela CEMEI Miguel Riske.
Outra dúvida permanece: se não havia autorização registrada, por que a criança vinha sendo liberada há cerca de três meses sem impedimento? É essa a resposta que a comunidade escolar espera obter.
A Secretaria Municipal da Educação informou que a Supervisora da unidade foi comunicada e que tomará as medidas necessárias para que situações como esta não se repitam.




