Crime chocou o país após provocar a morte de duas crianças e deixar a mãe das vítimas em estado grave
A Justiça do Maranhão condenou Jordélia Pereira Barbosa, de 35 anos, a 66 anos, 8 meses e 7 dias de prisão em regime fechado pelo assassinato de duas crianças e pela tentativa de homicídio contra a mãe delas no caso que ficou conhecido nacionalmente como o “Caso do Ovo de Páscoa Envenenado”.
O crime ocorreu em abril de 2025, na cidade de Imperatriz (MA), e causou grande repercussão em todo o país pela crueldade e planejamento da ação.
De acordo com as investigações, Jordélia enviou um ovo de Páscoa contaminado com veneno para a residência de Mirian Lira Rocha, de 38 anos. O chocolate foi entregue acompanhado de um bilhete com uma mensagem carinhosa, sem despertar suspeitas da família.
Após consumirem o produto, Mirian e seus dois filhos passaram mal. Luiz Fernando Rocha Silva, de apenas 7 anos, morreu no dia seguinte. Já sua irmã, Evillyn Fernanda Rocha Silva, de 13 anos, permaneceu internada por seis dias, mas não resistiu às complicações provocadas pela intoxicação.
Mirian sobreviveu após receber atendimento médico intensivo e permanecer sob cuidados hospitalares.
Segundo o Ministério Público, a motivação do crime estaria relacionada a ciúmes e vingança. A acusada teria mantido um relacionamento anterior com o atual companheiro de Mirian e não aceitava a nova relação.
Durante a investigação, a polícia concluiu que o crime foi cuidadosamente planejado. Conforme apontado nos autos, Jordélia utilizou identidade falsa, recorreu a disfarces e contratou um motoboy para realizar a entrega do ovo de Páscoa envenenado, numa tentativa de dificultar sua identificação.
Além da pena de prisão, a Justiça determinou o pagamento de indenização por danos morais no valor correspondente a 500 salários mínimos para as vítimas e seus familiares.
A condenação encerra uma das fases mais importantes de um caso que chocou o Brasil e gerou forte comoção pela morte das duas crianças.
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