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Operação da Polícia Civil prende presidente da Câmara de Olímpia por suspeita de “rachadinha”

Por Notícias Noroeste Publicado em 15/10/2026 11:58 Atualizado em 15/10/2026 11:58 86 visualizações (86 hoje)
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A Polícia Civil deflagrou a Operação Caixa Frio para investigar a prática do crime de “rachadinha” no Poder Legislativo de Olímpia.O presidente da Câmara Municipal, vereador Flávio Augusto Olmos (PP), foi preso temporariamente sob a suspeita de peculato e associação criminosa.

A ação ostensiva cumpriu quatro mandados de prisão temporária e oito mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça. As diligências foram coordenadas pela Delegacia Seccional de Polícia de Barretos, com suporte das equipes da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (DISE), da Central de Polícia Judiciária e de unidades da Força Tática da Polícia Militar.

As apurações tiveram início após o recebimento de denúncias apontando que servidores comissionados nomeados para o gabinete parlamentar do vereador repassavam parcela de seus salários de forma sistemática. A análise de quebras de sigilo bancário, relatórios de inteligência financeira e depoimentos colhidos ao longo do procedimento indicaram indícios de divisão organizada de tarefas e conexão entre os fluxos de capitais apurados.

As ordens de busca foram executadas no gabinete parlamentar do vereador, em endereços residenciais e em estabelecimentos comerciais. O nome atribuído à operação faz referência a uma sorveteira pertencente a um dos investigados, local que, segundo os levantamentos policiais, funcionava como ponto para a entrega presencial dos valores em espécie.

A apuração policial ocorre em paralelo a desdobramentos na esfera política local. Meses antes da deflagração da operação criminal, a Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Olímpia havia arquivado uma denúncia administrativa sobre o mesmo tema por considerar as provas documentais então apresentadas insuficientes para a responsabilização política do vereador, encaminhando os autos para análise do Ministério Público.A defesa do parlamentar ainda não se manifestou publicamente sobre a prisão e as acusações investigadas.

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