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Presidente da Câmara de Olímpia renuncia ao cargo após ser preso em operação contra rachadinha

Por Notícias Noroeste Publicado em 20/10/2026 15:10 Atualizado em 20/10/2026 15:11 33 leituras 2 min de leitura
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Flávio Augusto Olmos também pediu afastamento das funções de vereador por 120 dias; vice-presidente assume o comando do Legislativo até a escolha de um novo presidente.

O presidente da Câmara Municipal de Olímpia (SP), Flávio Augusto Olmos (PP), renunciou ao cargo na tarde desta segunda-feira (19), após ser preso temporariamente durante uma operação da Polícia Civil que investiga um suposto esquema de “rachadinha” no Legislativo municipal.

Além de deixar a presidência da Casa, Olmos encaminhou um ofício solicitando o afastamento das funções de vereador pelo período de 120 dias.

Com a renúncia, o vice-presidente da Câmara, Marcelo de Branca (Republicanos), assumiu o comando do Legislativo municipal até a realização de uma nova eleição para a presidência.

Nova eleição deve ocorrer em 26 de outubro

A previsão é de que a escolha do novo presidente da Câmara de Olímpia seja realizada em sessão marcada para o dia 26 de outubro.

Até lá, Marcelo de Branca ficará responsável pela condução dos trabalhos legislativos, conforme os procedimentos internos da Casa.

Prisão ocorreu durante a Operação Caixa Frio

Flávio Augusto Olmos foi preso temporariamente durante a Operação Caixa Frio, deflagrada pela Polícia Civil de Barretos para investigar suspeitas de peculato e associação criminosa.

A investigação apura denúncias de que assessores comissionados ligados ao gabinete do parlamentar repassariam parte de seus salários de maneira sistemática.

Segundo as informações divulgadas sobre o caso, os investigadores identificaram indícios de uma possível divisão de tarefas e de movimentações financeiras relacionadas ao suposto esquema.

Sorveteria é citada na investigação

O nome da operação faz referência a uma sorveteria ligada ao parlamentar. De acordo com a investigação, o estabelecimento teria sido utilizado como ponto de entrega e repasse de valores que seriam provenientes dos salários dos assessores.

A operação cumpriu mandados de prisão temporária e de busca e apreensão em endereços relacionados aos investigados.

Defesa ainda não havia se manifestado

Até a divulgação das informações que deram origem a esta reportagem, a defesa de Flávio Augusto Olmos ainda não havia apresentado manifestação pública sobre as acusações.

O caso segue sob investigação. A prisão temporária e as suspeitas apuradas não representam, por si só, uma condenação criminal, e a responsabilidade dos envolvidos deverá ser definida pelas autoridades competentes.

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