Flávio Augusto Olmos também pediu afastamento das funções de vereador por 120 dias; vice-presidente assume o comando do Legislativo até a escolha de um novo presidente.
O presidente da Câmara Municipal de Olímpia (SP), Flávio Augusto Olmos (PP), renunciou ao cargo na tarde desta segunda-feira (19), após ser preso temporariamente durante uma operação da Polícia Civil que investiga um suposto esquema de “rachadinha” no Legislativo municipal.
Além de deixar a presidência da Casa, Olmos encaminhou um ofício solicitando o afastamento das funções de vereador pelo período de 120 dias.
Com a renúncia, o vice-presidente da Câmara, Marcelo de Branca (Republicanos), assumiu o comando do Legislativo municipal até a realização de uma nova eleição para a presidência.
Nova eleição deve ocorrer em 26 de outubro
A previsão é de que a escolha do novo presidente da Câmara de Olímpia seja realizada em sessão marcada para o dia 26 de outubro.
Até lá, Marcelo de Branca ficará responsável pela condução dos trabalhos legislativos, conforme os procedimentos internos da Casa.
Prisão ocorreu durante a Operação Caixa Frio
Flávio Augusto Olmos foi preso temporariamente durante a Operação Caixa Frio, deflagrada pela Polícia Civil de Barretos para investigar suspeitas de peculato e associação criminosa.
A investigação apura denúncias de que assessores comissionados ligados ao gabinete do parlamentar repassariam parte de seus salários de maneira sistemática.
Segundo as informações divulgadas sobre o caso, os investigadores identificaram indícios de uma possível divisão de tarefas e de movimentações financeiras relacionadas ao suposto esquema.
Sorveteria é citada na investigação
O nome da operação faz referência a uma sorveteria ligada ao parlamentar. De acordo com a investigação, o estabelecimento teria sido utilizado como ponto de entrega e repasse de valores que seriam provenientes dos salários dos assessores.
A operação cumpriu mandados de prisão temporária e de busca e apreensão em endereços relacionados aos investigados.
Defesa ainda não havia se manifestado
Até a divulgação das informações que deram origem a esta reportagem, a defesa de Flávio Augusto Olmos ainda não havia apresentado manifestação pública sobre as acusações.
O caso segue sob investigação. A prisão temporária e as suspeitas apuradas não representam, por si só, uma condenação criminal, e a responsabilidade dos envolvidos deverá ser definida pelas autoridades competentes.


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