A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu, na última terça-feira (15), Gabriel Tacca, empresário e dono de um bar em Cuiabá, e Danilo Guimarães, por homicídio qualificado e fraude processual. A prisão ocorreu durante a Operação Inimigo Íntimo, que investiga a morte de Ivan Michel Bonotto, de 35 anos, amigo de Gabriel e suposto amante de sua esposa, a médica ginecologista Sabrina Iara de Melo.
A DESCOBERTA DA TRAIÇÃO
Segundo a polícia, Gabriel descobriu o caso extraconjugal ao revisar imagens das câmeras de segurança de sua residência. Os registros mostram Sabrina e Ivan se beijando na garagem da casa, no período em que o empresário estava viajando. Ivan chega de moto, troca carícias com Sabrina e entra na residência. Quarenta minutos depois, deixa o local, acenando para a câmera que ele mesmo havia ajudado a instalar.
A EMBOSCADA E O CRIME
Após flagrar a traição, Gabriel planejou a emboscada: convidou Ivan para uma confraternização em seu bar. No local, uma briga simulada serviu de cobertura para o ataque. Durante o tumulto, Danilo Guimarães, contratado por Gabriel, esfaqueou Ivan pelas costas.
Apesar de alegarem que a confusão foi motivada por racismo e que não se conheciam, imagens de segurança mostram Gabriel e Danilo conversando por 1 minuto e 42 segundos logo após o crime. A polícia também confirmou que Gabriel demorou 11 minutos para levar Ivan ao hospital, sem acionar a polícia ou o Samu, contrariando o que afirmou em depoimento.
ENVOLVIMENTO DA MÉDICA
No hospital, Sabrina Iara de Melo, esposa de Gabriel e médica da unidade, usou sua posição para acessar o celular da vítima e apagar mensagens, fotos e vídeos que comprovavam o relacionamento extraconjugal. A Polícia Civil confirmou que o aparelho foi resetado, o que caracteriza fraude processual. Apesar de negar envolvimento no homicídio, Sabrina é investigada por tentativa de encobrir o crime.
Ivan ficou internado por alguns dias, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. O caso mobilizou três mandados de busca e apreensão, cumpridos pela Polícia Civil. Gabriel e Danilo estão presos. Sabrina segue em liberdade e nega participação no assassinato. A defesa afirma que Gabriel agiu por ciúmes, após se sentir traído por quem considerava um amigo.
As investigações continuam para esclarecer completamente a motivação de Danilo e a extensão da participação de Sabrina no caso que chocou a capital mato-grossense.

