A Polícia Civil de Ilha Solteira confirmou que os ossos queimados encontrados na fazenda do namorado da estudante trans Carmen de Oliveira Alves, de 26 anos, não são humanos. A informação foi divulgada nesta terça-feira (23) pelo delegado responsável pelo caso. Carmen está desaparecida há três meses e foi vista pela última vez no dia 12 de julho.
Apesar da notícia, a polícia ainda trata o caso como feminicídio e continua as buscas pelo corpo da vítima. Os dois principais suspeitos, Marcos Yuri Amorim, namorado da jovem, e o policial militar da reserva Roberto Carlos Oliveira, apontado como amante de Marcos, foram indiciados e permanecem presos.
Inquérito aponta motivação do crime
O inquérito policial, concluído pela Polícia Civil, apontou as possíveis motivações para o crime. Segundo a investigação, Carmen teria pressionado Marcos Yuri para que ele assumisse o relacionamento publicamente. A vítima também teria descoberto crimes que ele cometia e montado um dossiê com provas em seu computador.
A polícia também trabalha com a hipótese de um triângulo amoroso, e o policial da reserva teria ajudado Marcos no crime. O delegado informou que o policial também responderá por falso depoimento, já que mudou sua versão durante as investigações.
O último paradeiro conhecido de Carmen foi no dia 11 de julho, quando ela saiu de casa com sua bicicleta elétrica. Ela foi vista pela última vez perto de um ginásio da Unesp, onde tinha feito uma prova. O sinal de seu celular foi captado pela última vez próximo a um rio na cidade, e sua bicicleta e o dossiê com as provas não foram encontrados.

