Quase três anos depois da tragédia, Dedilson de Oliveira Souza, de 44 anos, foi absolvido pela Justiça de Goiás por matar o motorista que atropelou e tirou a vida de seu filho, Danilo Pignata, de 8 anos.
O caso foi julgado pela 2ª Vara Criminal de Crimes Dolosos Contra a Vida, em Goiânia, e a decisão teve como base a tese de homicídio sob forte emoção.
O acidente ocorreu em dezembro de 2022, quando pai e filho vendiam balas em um semáforo. O motorista Francilei da Silva de Jesus perdeu o controle do carro, subiu no canteiro e atingiu a criança, que morreu no local. Desesperado, o pai reagiu e agrediu o condutor com chutes e pedradas. Francilei chegou a ser socorrido, mas não resistiu.
Durante o julgamento, oito testemunhas e sete jurados participaram da sessão. A investigação confirmou que o motorista estava embriagado no momento do atropelamento. O júri acolheu a argumentação da defesa de que o crime foi cometido em estado de intensa comoção emocional, resultando na absolvição de Dedilson.
Após o crime, ele chegou a ser preso, mas foi solto durante a audiência de custódia. A juíza Luciane Cristina Duarte da Silva reconheceu que o ato foi praticado em meio a profundo abalo psicológico.
O delegado Carlos Alfama, responsável pelo caso, considerou a decisão justa:
“Vimos que Dedilson era um homem trabalhador, sem antecedentes, que perdeu o filho. Era impossível esperar outra reação dele.”
O advogado de defesa, Alan Araújo Dias, atuou de forma voluntária.
“Quando vi a família juntando moedas para contratar um advogado, me ofereci para ajudar. Foi um processo doloroso, mas de justiça”, afirmou.
Desde então, Dedilson tenta reconstruir a vida entre Amaralina e Goianira, no interior goiano.
“Foram quase três anos de sofrimento. Eu resisti porque precisei ser forte, mas cheguei a perder trinta quilos”, relatou emocionado.









