Um grupo de pescadores viveu um momento impressionante no Rio Marinheiro, em Cardoso, interior de São Paulo, ao capturar um pirarucu de aproximadamente 2,15 metros de comprimento e cerca de 98 quilos. A ação exigiu esforço coletivo e estratégia, envolvendo três embarcações e nove pessoas durante quase uma hora de trabalho intenso até que o peixe fosse retirado da água.
O feito chamou a atenção até mesmo de pescadores experientes, como Izael Gonçalves de Moraes Junior, que atua há mais de uma década na região. Após a captura, o animal rendeu cerca de 60 quilos de carne.
Apesar da empolgação com o tamanho do exemplar, especialistas alertam para os riscos ambientais da presença do pirarucu em rios paulistas. A espécie, nativa da Amazônia, é considerada invasora no Sudeste e pode causar impactos significativos na fauna local.
Segundo biólogos, o pirarucu é um predador de grande porte e não possui inimigos naturais na região, o que facilita sua proliferação. Sua presença pode comprometer o equilíbrio ecológico, reduzindo populações de espécies nativas e alterando o ecossistema.
A introdução desses peixes geralmente ocorre por meio de fugas de criadouros ou solturas irregulares. Por conta disso, a pesca do pirarucu é permitida inclusive durante o período da piracema, quando a captura de espécies nativas é restrita.
O caso registrado em Cardoso reacende o debate sobre a necessidade de fiscalização e conscientização ambiental. Enquanto pescadores comemoram a captura, especialistas reforçam o alerta sobre os impactos que espécies exóticas podem causar nos rios do interior paulista.

