O caso teve início quando Pedro foi encontrado inconsciente no banheiro pelo padrasto, que estava sozinho com o menino em casa.
A Polícia Civil de Santa Isabel prendeu na manhã desta quarta-feira (03) Jeferson Ivan Lopes dos Santos, padrasto do menino Pedro Henrique Ferreira Danin, o Pedrinho, de 2 anos. O homem foi encontrado em uma casa em Águas de Lindoia, no interior de São Paulo. A prisão é um desdobramento da investigação sobre a morte da criança, que ocorreu no dia 22 de julho, e ganha força após o laudo pericial preliminar apontar que a causa da morte foi asfixia.
O caso teve início quando Pedro foi encontrado inconsciente no banheiro pelo padrasto, que estava sozinho com o menino em casa. A criança chegou a ser levada para a Santa Casa da cidade, mas não resistiu. O atestado de óbito inicial declarou que a causa da morte era “a esclarecer”.
Versões contraditórias e colchão com sangue
A suspeita sobre o padrasto surgiu logo no dia da morte. Na recepção do hospital, Jeferson disse que o menino havia caído da escada, mas mudou a versão para a equipe médica, afirmando que a criança tinha se afogado no banho. Uma babá que cuidava de Pedro também relatou à polícia que, no primeiro dia de trabalho, notou hematomas no rosto e no tórax, e que a criança chorava e parecia estar com medo quando o padrasto chegava.
As contradições nos depoimentos e as denúncias de violência por parte de familiares levaram a polícia a aprofundar a investigação contra o homem. Em uma busca na casa, os investigadores apreenderam um colchão com manchas de sangue. A avó materna do menino também relatou em depoimento que o padrasto era agressivo e ciumento, e que teria tentado enforcar a mãe de Pedro dias antes da tragédia.
Investigação por homicídio qualificado
Com a prisão, a Polícia Civil continua o inquérito para esclarecer todos os detalhes do caso. A delegada Regina Campanelli informou que, com o laudo preliminar apontando asfixia, o padrasto será investigado por homicídio qualificado por ser contra menor de 14 anos. Os agentes ainda aguardam os resultados dos exames anatomopatológico e toxicológico, que podem confirmar as circunstâncias da morte.

