A cidade de São José do Rio Preto registrou um volume expressivo de 105 milímetros de chuva em apenas 24 horas, colocando o município entre os cinco com maior índice de precipitação no estado de São Paulo. O acumulado, considerado extremamente elevado para um único dia, levou a Defesa Civil estadual a instalar um gabinete de crise presencial neste domingo (8). A medida visa monitorar os impactos do temporal, que deve continuar castigando a região pelo menos até esta segunda-feira (9) devido à atuação de um sistema de baixa pressão no oceano e à formação de um canal de umidade conhecido como Zona de Convergência do Atlântico Sul.
A situação é crítica em diversos pontos do interior paulista. Enquanto Rio Preto ocupa a quinta posição no ranking de volume de chuvas, a cidade de São Carlos lidera a lista com 137 milímetros registrados no mesmo período. Em municípios vizinhos, como Suzanápolis, a força da água causou alagamentos em ruas, residências e comércios. Apesar dos danos materiais e do susto para os moradores, as autoridades informaram que, até o momento, não há registro de vítimas fatais ou de pessoas que precisaram deixar suas casas permanentemente.
Para coordenar as ações de resposta, representantes de diversos setores — como energia, água, gás, telefonia e órgãos de transporte como o DER e a Artesp — estão reunidos na sede da Defesa Civil, no Palácio dos Bandeirantes. O grupo acompanha em tempo real as áreas de risco para agilizar reparos e socorros caso o cenário se agrave. O Corpo de Bombeiros também integra a força-tarefa, mantendo equipes de prontidão para atuar em salvamentos e desobstrução de vias.
Diante da previsão de continuidade do mau tempo, a orientação oficial é que a população redobre os cuidados. As autoridades recomendam evitar o tráfego em áreas já conhecidas por alagamentos e nunca tentar atravessar enxurradas, seja a pé ou em veículos. Também é fundamental observar sinais de instabilidade em encostas e terrenos, como árvores inclinadas ou rachaduras em paredes e no solo. Em qualquer sinal de perigo, o morador deve abandonar o local e acionar imediatamente o socorro pelos telefones 199 (Defesa Civil) ou 193 (Corpo de Bombeiros).

