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30 04 2026

Secretário de Trânsito critica obras na Avenida Augusto Cavalin: “ficou muito ruim”

Após uma enxurrada de reclamações sobre as obras em andamento na Avenida Augusto Cavalim, o secretário municipal de Trânsito, Paulo Zagolin, se manifestou publicamente e não poupou críticas ao projeto. Em resposta a internautas, ele classificou a obra como “muito ruim” e defendeu que a prioridade deveria ser o desvio do tráfego pesado da via.

As declarações, que circulam em grupos de mensagens e redes sociais, evidenciam divergências entre secretarias da própria administração. “Nesse caso da Augusto Cavalin, creio que a prioridade agora é desviar os conjuntos canavieiros, ônibus e cargas dali para outra rota. Já estamos tratando disso. Porém, há mais de uma Secretaria envolvida, inclusive Obras. Depois, arrumar esse projeto ruim da Augusto Cavalin. Revitalização Fase 2. Infelizmente, ficou muito ruim aquilo”, afirmou Zagolin.

O secretário ainda revelou que o projeto inicial, elaborado na gestão anterior, era ainda pior. Segundo ele, havia a previsão de uma rotatória de raio maior, que estreitaria ainda mais a avenida. Um dos trechos mais polêmicos, de acordo com Zagolin, previa a construção de uma rotatória em frente ao estabelecimento “Isca Viva”, o que obrigaria o tráfego a ser desviado para a Avenida Valério Angelucci antes de retornar à Augusto Cavalim. “Desconfiguraria totalmente a avenida. Um troço terrível. Na minha opinião, nem precisava mexer na Augusto Cavalin. Essa contrapartida poderia ter sido usada, por exemplo, para o prolongamento da Getúlio Vargas. Mas sou só uma voz pregando no deserto”, lamentou.

Contrapartida e divergência política

A revitalização da Augusto Cavalim está sendo executada pela Construtora Villarinho, contratada pelo Grupo Arakaki, responsável pelo loteamento Boa Sorte. Trata-se de uma contrapartida legal: por lei, o loteador deve destinar 5% da área para o município ou custear obras determinadas pela Prefeitura.

Na gestão do ex-prefeito André Pessuto, ficou definido que 2,5% do benefício institucional seria aplicado na Augusto Cavalim. Com a entrada da gestão Cantarella, o projeto foi alterado, gerando insatisfação e questionamentos.

O custo estimado da obra é de R$ 5 milhões — valor bancado pelo Grupo Arakaki —, metade do que a cidade teria direito em contrapartida. A outra parte, também equivalente a R$ 5 milhões, ainda deverá ser investida em algum ponto do município.

Alternativas de investimento

Entre as possibilidades de aplicação do restante da contrapartida, Zagolin e outros técnicos apontam:

  • Correção de problemas internos no loteamento Boa Sorte: a chamada “Avenida Manca”, que mantém apenas uma pista em determinado trecho antes de retomar duas faixas, considerada um erro grave de planejamento.
  • Prolongamento da Avenida Valério Angelucci, eliminando gargalos viários e permitindo fluxo contínuo.
  • Prolongamento da Avenida Getúlio Vargas, com a construção de uma ponte sobre um córrego, criando nova rota de acesso à Marginal Litério Grecco e desafogando bairros como Jardim Paulista, São Judas e Brasilândia.

As críticas do secretário reforçam a percepção de que o projeto atual não é consenso dentro da própria Prefeitura e ainda deve render novos capítulos.

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