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18 04 2026

Segurança e pai serão indiciados após morte em bar de Rio PretoKeven Igor segue foragido; delegado aponta homicídio qualificado e porte ilegal de arma

O delegado Marcelo Ferrari, do 1º Distrito Policial de São José do Rio Preto, informou que vai indiciar o segurança Keven Igor Silveira Novaes, de 26 anos, por homicídio qualificado por motivo torpe e fútil, após a morte do marceneiro Geovani Svolkin, de 30 anos, durante uma briga generalizada em um bar da cidade no último dia 26 de outubro.

O pai do acusado, Devair Barbosa de Novaes, também será indiciado por porte ilegal de arma de fogo. Segundo o delegado, Devair é CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador), mas possuía autorização restrita para o uso da arma.

“A arma usada no crime pertence ao pai do Keven. Ela é registrada, mas deve ser utilizada apenas em caças ou práticas de tiro, e não transportada em carro, tampouco emprestada ou usada da forma como ocorreu”, afirmou Ferrari.

A defesa de Keven, representada pelos advogados Renato Marão e Carlos Nimer, entregou no 1º DP a pistola calibre .40 usada no crime e a camiseta rasgada do acusado. Também foram apresentados laudos do IML comprovando que os pais de Keven sofreram lesões durante a confusão.

O delegado confirmou que o crime teve início após uma discussão motivada por ciúmes dentro do bar. Segundo Ferrari, Keven e a família já estavam deixando o local quando um dos envolvidos partiu para a agressão física.

“Houve uma discussão entre o irmão do Geovani e a namorada dele. Ela se levantou e começou a dançar em frente à mesa da outra família, o que gerou o desentendimento. Os seguranças aconselharam Keven a ir embora. Quando já estava quase entrando no carro, o irmão do Geovani deu uma voadora por cima da cerca e o acertou”, relatou o delegado.

Mesmo assim, Ferrari destacou que Keven “perdeu a razão” ao reagir com disparos.

“Ele não podia ter pegado a arma. O primeiro tiro atingiu o braço da vítima, que tentava cessar a briga. Depois, Keven perseguiu Geovani e atirou pelas costas. Os laudos vão ajudar a esclarecer a trajetória do projétil”, completou.

Os demais envolvidos na briga também deverão responder por lesão corporal.

O segurança Keven Igor Silveira Novaes tem mandado de prisão temporária em aberto e continua foragido.

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