O adeus ao adolescente de 13 anos ocorreu na manhã desta quinta-feira (25). O caso, que envolve suspeitas de negligência e embriaguez da mãe, segue sob investigação policial.
Foi sepultado, na manhã desta quinta-feira (25), o corpo de Danilinho, de 13 anos. O adolescente, que tinha necessidades especiais, faleceu no último domingo (21) em circunstâncias que estão sendo rigorosamente investigadas pela Polícia Civil.
O velório e o cortejo até o cemitério municipal foram acompanhados por familiares, amigos e moradores locais, que expressaram não apenas a dor pela perda precoce, mas também revolta diante dos detalhes que cercam o caso.
A tragédia teve início na manhã do último domingo, quando a Polícia Militar encontrou Danilinho já sem vida em sua residência. A principal linha de investigação aponta que a mãe da criança, uma enfermeira de 36 anos, teria retirado a cânula de traqueostomia que auxiliava na respiração do filho.
No dia da ocorrência, os policiais relataram que a mãe apresentava fala pastosa e forte odor de álcool. Vídeos de monitoramento da casa já foram apreendidos e reforçam essa tese.
Embora o menino tenha começado a apresentar mal-estar por volta das 05h00, o SAMU só foi acionado quase uma hora e meia depois, às 06h28, por iniciativa de uma vizinha.
A coincidência do sepultamento com o dia de Natal intensificou o clima de luto na comunidade. Durante o enterro, manifestações de carinho ao menino — descrito por todos como uma criança doce — dividiram espaço com pedidos por justiça.
A mãe, que inicialmente alegou ter tentado realizar um procedimento de desobstrução na cânula, segue no centro do inquérito. A polícia investiga se houve um surto psicótico ou se a morte foi decorrência direta de negligência e imprudência sob efeito de álcool.
A Polícia Civil também apura um histórico familiar de 2015, quando a mulher perdeu outro bebê por insuficiência respiratória.

