A comarca de Santa Fé do Sul vive um cenário alarmante em 2025: todos os homicídios registrados neste ano têm como autores pessoas ligadas ao uso de drogas. Em pouco mais de oito meses, três assassinatos brutais chocaram a região, todos com a mesma raiz — dependência química.
Março: crime bárbaro em reatamento frustrado
O primeiro caso ocorreu em março. O pedreiro Diego da Silva, de Aparecida do Taboado (MS), foi morto ao tentar reatar o relacionamento com a ex-esposa.
Ele acabou assassinado pela ex-mulher Fernanda de Oliveira, pelo atual marido dela Taleciano José da Silva e pelo filho Guilherme Oliveira.
O crime teve requintes de crueldade: a vítima foi enforcada, arrastada por um veículo, espancada com um macaco automotivo e deixada irreconhecível. O trio foi preso em flagrante, mas responde em liberdade, aguardando julgamento. Todos são usuários de drogas.
Agosto: servidor público executado
Em 26 de agosto, o servidor público Gláucio Doreide Cicigliano foi assassinado em frente ao Complexo Turístico da cidade.
O autor, Jefferson Alencar, também usuário de drogas, havia roubado o carro da namorada da vítima dias antes. Ao ser confrontado, reagiu com violência.
A polícia ainda apura o envolvimento de um motorista de aplicativo e de um comparsa ligado ao tráfico. Jefferson segue preso preventivamente, mas os demais suspeitos estão em liberdade.
Setembro: pedreiro morto por casal
No último fim de semana, o pedreiro Milton Gonçalves foi morto pelo casal Suellen Ávila e Jefferson Carrido, ambos dependentes químicos.
Presos em flagrante, confessaram o crime sem resistência. O caso chocou ainda mais a população quando Suellen foi vista, já no dia seguinte, pedindo dinheiro em frente a um supermercado para comprar drogas.
Situação crítica
Dos oito usuários de drogas envolvidos nesses homicídios, apenas dois estão presos. Os outros seis permanecem em liberdade.
Enquanto isso, forças policiais da região atuam em um ciclo sem fim: prendem, investigam, arriscam a vida, mas enfrentam decisões judiciais que devolvem criminosos às ruas.
O saldo é amargo: Santa Fé do Sul se vê refém da dependência química, combustível da violência que ceifa vidas e espalha medo.

