Acidente matou instrutor e aluno durante voo de instrução; órgão apura fatores que podem ter contribuído para a queda da aeronave
Um ano após o acidente aéreo que comoveu São José do Rio Preto e toda a região, a investigação conduzida pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) ainda não foi concluída. A tragédia aconteceu em 1º de julho de 2025 e vitimou o piloto Abner Oliveira, de 41 anos, e o aluno Felipe Coiado, de 24.
A aeronave, um CAP-4 Paulistinha, fabricado em 1943 e pertencente ao Aeroclube de Rio Preto, caiu poucos minutos após decolar do Aeroporto Estadual Professor Eribelto Manoel Reino. O avião atingiu uma área rural localizada na Estrada Municipal José Domingues Netto, ficando completamente destruído com o impacto.
Segundo o Cenipa, os trabalhos de investigação seguem em andamento. O órgão reforça que o objetivo da apuração é identificar fatores que possam ter contribuído para o acidente e elaborar recomendações de segurança para evitar novas ocorrências, sem atribuir culpa ou responsabilidade criminal aos envolvidos.
Na época do acidente, informações preliminares apontavam que a aeronave teria perdido o controle durante uma manobra realizada em baixa altitude antes de colidir violentamente contra o solo. Os dois ocupantes morreram ainda no local devido à gravidade dos ferimentos.
As equipes do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e o helicóptero Águia participaram da ocorrência. O trabalho de resgate foi complexo em razão da destruição causada pela queda.
O avião estava com a documentação regular para voos de instrução privada. O Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) permanecia válido no dia do acidente, com vencimento previsto apenas para o dia seguinte.
A morte do instrutor e do aluno gerou grande comoção entre familiares, amigos e a comunidade aeronáutica da região. Ambos eram apaixonados pela aviação e sonhavam em construir uma carreira na pilotagem agrícola.
Enquanto o relatório final não é divulgado, familiares e profissionais do setor aguardam respostas que possam esclarecer as circunstâncias da tragédia e contribuir para a prevenção de novos acidentes.
S. J. Rio Preto
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