Investigação aponta que a mãe da criança “sentia prazer” ao saber dos abusos. O pai confessou que produzia e negociava material pornográfico da vítima em redes sociais.
A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) prendeu, na manhã desta terça-feira, um homem de 26 anos suspeito de estuprar a própria filha, de apenas cinco anos, em Manaus (AM). A operação também resultou na prisão da mãe da criança, de 24 anos, e da madrasta, de 30 anos, ambas acusadas de acobertar os crimes.
De acordo com a Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), o caso é investigado desde o início de outubro. As apurações revelaram um cenário de horror onde, além dos abusos sexuais, o pai filmava a criança e comercializava o conteúdo.
Produção e venda de conteúdo criminoso
Segundo a delegada Mayara Magna, titular da Depca, o pai não apenas cometia os abusos, mas também produzia material pornográfico envolvendo a filha. O suspeito utilizava redes sociais para divulgar “frames” (imagens estáticas) dos vídeos em modo de visualização única em grupos. Posteriormente, ele negociava a venda dos materiais completos com interessados.
Em depoimento após a prisão, o homem confessou os crimes à polícia.
Omissão e cumplicidade
A investigação trouxe detalhes chocantes sobre a participação das outras duas responsáveis pela menor. A mãe da vítima, segundo a polícia, tinha pleno conhecimento dos abusos e se omitia. As apurações apontaram ainda que ela “sentia prazer” ao saber que a filha sofria as violências. Em seu depoimento, no entanto, a mulher negou todas as acusações.
Já a madrasta da criança, de 30 anos, confirmou saber dos crimes cometidos pelo companheiro e revelou que os abusos ocorriam dentro de sua própria residência. Ela também foi detida por guardar conteúdo pornográfico da criança em seu aparelho celular.
Novas vítimas e acusações
A Polícia Civil investiga ainda a suspeita de que o homem tenha abusado sexualmente de suas duas enteadas, que também seriam crianças.
Os envolvidos responderão por crimes graves:
- Pai: Estupro de vulnerável e compartilhamento de pornografia infantil.
- Mãe: Estupro na modalidade omissivo por comissão (quando o responsável legal se omite diante do crime).
- Madrasta: Armazenamento de pornografia infantil.
O trio permanece à disposição da Justiça enquanto as investigações prosseguem para identificar a possível extensão dos crimes e outras vítimas.

