Dois meses após a morte brutal da cadela July, o caso segue sem respostas definitivas e continua gerando indignação em Votuporanga.
O crime, ocorrido no bairro São Lucas em janeiro deste ano, chocou moradores pela extrema violência com que o animal foi encontrado. A cadela apresentava sinais de tortura e mutilações severas, incluindo ferimentos graves na cabeça e em diversas partes do corpo.
O tutor do animal, Ireno Miranda Santos, manifestou recentemente sua insatisfação com a lentidão das investigações. Segundo ele, imagens de câmeras de segurança de imóveis próximos poderiam ter ajudado na identificação dos responsáveis caso houvesse mais agilidade por parte das autoridades.
A ocorrência foi registrada no dia 15 de janeiro, após denúncia de maus-tratos. Equipes do município, incluindo o secretário de Bem-Estar Animal, Chandelly Protetor, estiveram no local e confirmaram a gravidade da situação. O corpo da cadela foi encaminhado à Clínica Veterinária Municipal “Meu Pet”, onde um laudo técnico detalhou as causas da morte.
Um boletim de ocorrência foi registrado e o caso passou a ser investigado pela Polícia Civil. O crime se enquadra na lei de maus-tratos a animais, que prevê punições severas para os responsáveis.
Mesmo após dois meses, a família de July segue cobrando justiça. Para o tutor, a sensação de impunidade agrava ainda mais a dor da perda.
A Polícia Civil continua com as investigações, enquanto a comunidade local aguarda por respostas e pela responsabilização dos autores.


