Operação “Mimetismo” cumpriu 18 mandados em Cuiabá e região metropolitana durante investigação sobre o golpe do falso intermediário.
A Polícia Civil de São Paulo, por meio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de São José do Rio Preto, deflagrou na manhã desta quarta-feira (22) a Operação Mimetismo, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa investigada por aplicar o chamado golpe do falso intermediário.
A ação integra a Operação CyberConect 6 e contou com o apoio do Setor de Combate ao Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro (Seccold) e da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá. Ao todo, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão em Cuiabá e municípios da região metropolitana, no Estado de Mato Grosso.
A investigação começou após um pecuarista de São José do Rio Preto (SP) ser vítima de um golpe superior a R$ 800 mil durante a negociação para a compra de um lote de gado de corte.
Segundo a Polícia Civil, os investigadores analisaram movimentações financeiras e rastrearam as contas bancárias utilizadas para receber os valores desviados, chegando aos principais suspeitos, todos residentes em Cuiabá.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais buscaram apreender aparelhos celulares, documentos, dinheiro e outros materiais que possam contribuir para o avanço das investigações. A operação também teve como objetivo identificar possíveis novos integrantes da organização criminosa e aprofundar o mapeamento da estrutura do grupo.
De acordo com a Deic, há indícios de que os investigados possuam ligação com uma facção criminosa atuante na região, circunstância que reforça a complexidade da organização e a necessidade de atuação integrada entre as forças de segurança.
Como funciona o golpe
Conforme a investigação, o chamado golpe do falso intermediário acontece quando um criminoso se infiltra em uma negociação de compra e venda, passando-se por um intermediador legítimo.
Mantendo contato simultâneo com comprador e vendedor, o golpista manipula as informações trocadas entre as partes e convence a vítima a realizar a transferência do dinheiro para contas bancárias controladas pela organização criminosa. Toda a fraude ocorre por meios eletrônicos, sem necessidade de encontro presencial.
Segundo a Polícia Civil, trata-se de uma modalidade de estelionato eletrônico altamente sofisticada, normalmente praticada por grupos organizados, nos quais cada integrante desempenha uma função específica.
As investigações continuam para identificar todos os envolvidos, dimensionar a atuação da organização criminosa e verificar a existência de outras vítimas em diferentes estados do país.
S. J. Rio Preto
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