A crise na Universidade Brasil, campus Fernandópolis, não atinge apenas estudantes de Medicina. Alunos da Agronomia também relatam prejuízos graves, falta de estrutura e suspensão de atividades essenciais, aprofundando ainda mais o cenário de insatisfação dentro da instituição.
No caso da Medicina, internos espalhados por diversos polos do estado afirmam que estão sem conseguir cumprir os estágios obrigatórios porque a universidade não repassou pagamentos a preceptores, hospitais e serviços como o SAMU. Com isso, unidades de saúde estão cortando o acesso dos estudantes, que se veem em casa quando deveriam estar concluindo a formação.
A denúncia não para por aí. Mesmo sendo uma das mensalidades mais caras da região, a universidade passou a exigir, de forma inédita, o pagamento de três mensalidades — novembro, dezembro e janeiro — dentro do mesmo mês. A portaria assinada pela reitora, Bárbara Izabella, também traz um aumento acima do que costuma ser praticado, segundo os alunos.
O problema se repete na Agronomia. Estudantes relatam falta de professores, aulas práticas suspensas e ausência de atividades em campo, essenciais para o curso. Assim como ocorre na Medicina, a cobrança de mensalidades antecipadas e sem aviso prévio também está atingindo este grupo. A mensalidade de janeiro está sendo exigida já em dezembro, com prazos curtos e cobranças repentinamente reajustadas.
Alunos de ambos os cursos afirmam que a universidade continua ampliando o número de matriculados, mas sem oferecer condições mínimas de ensino. A sensação geral é de abandono.
Com estágios travados, práticas canceladas e cobranças consideradas abusivas, grupos de mobilização já foram criados e protestos começam a ser organizados.
“Estamos desesperados. Queremos apenas receber o ensino pelo qual pagamos”, dizem os estudantes de Medicina e Agronomia da Universidade Brasil — Campus Fernandópolis/SP.




