A Justiça do Rio de Janeiro aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público contra Diogo dos Santos Serpa, acusado de se passar por médico e utilizar documentos de terceiros para realizar atendimentos na Baixada Fluminense.
Com a decisão da 2ª Vara Criminal da Comarca de Nova Iguaçu, o investigado passou oficialmente à condição de réu no processo. A Justiça também decidiu manter a prisão preventiva, considerando o risco de novas práticas criminosas.
Segundo as investigações, Diogo teria utilizado, entre outubro de 2025 e agosto de 2026, a identidade e o registro profissional do médico Jeferson Targino Sampaio para realizar consultas, prescrever medicamentos e solicitar exames.
Um dos casos investigados envolve o atendimento de uma paciente de 10 anos, diagnosticada com um grave câncer cerebral. Conforme a apuração, o acusado teria utilizado indevidamente a identidade do profissional durante o acompanhamento da criança.
Durante as investigações, a polícia apreendeu carimbos e blocos de receituário em nome do médico e de outros profissionais. Também foram encontrados registros que apontam que o acusado teria atuado em uma clínica, onde teria assinado irregularmente cerca de 230 exames admissionais.
Ao aceitar a denúncia, o juiz Guilherme Grandmasson Ferreira Chaves entendeu haver elementos suficientes sobre a existência dos crimes e indícios de autoria para o início da ação penal.
O magistrado também negou o pedido de liberdade e manteve a prisão preventiva. Segundo a decisão, a medida é necessária para a garantia da ordem pública, diante da gravidade dos fatos investigados e da suposta continuidade das condutas ao longo do tempo.
Como parte do andamento do processo, a Justiça solicitou os prontuários completos da criança e determinou a realização de uma perícia médica para avaliar possíveis impactos das condutas investigadas sobre a saúde da paciente.
O caso segue em tramitação, e a responsabilidade criminal do acusado ainda será analisada durante o processo judicial.
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