Uma perseguição policial de alto risco mobilizou equipes da Polícia Militar durante a madrugada do dia 9 de julho, em Jales (SP). A ocorrência teve início após uma motocicleta desrespeitar o sinal vermelho no cruzamento das ruas 10 e 11, na região central da cidade.
Segundo o Boletim de Ocorrência, os policiais deram ordem de parada ao condutor, que não obedeceu e iniciou uma fuga por diversas vias da cidade.
Conforme o registro policial, durante a perseguição o motociclista teria avançado outros semáforos, percorrido avenidas em alta velocidade e acessado a Rodovia Euclides da Cunha pela contramão. O trajeto ainda passou por acessos rodoviários em direção a Pontalinda, antes do retorno para a área urbana de Jales.
Já na cidade, o condutor continuou trafegando em velocidade incompatível com a via e entrou na Rua 19 pela contramão. Ao passar por um quebra-molas, o passageiro que estava na garupa caiu da motocicleta e foi abordado pelos policiais.
O rapaz recebeu atendimento médico na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e, posteriormente, foi encaminhado à Delegacia de Polícia para prestar depoimento.
Durante o interrogatório, o passageiro afirmou que conhecia o motociclista e declarou que a fuga teria ocorrido porque o condutor estaria transportando maconha e aproximadamente R$ 1 mil em dinheiro.
Entretanto, essa informação consta apenas como relato do passageiro. Conforme o boletim, o motociclista não foi localizado e não houve apreensão de drogas ou dinheiro durante a ocorrência.
Outro ponto que será investigado é a divergência envolvendo a placa da motocicleta. Segundo o registro policial, a identificação anotada durante a perseguição corresponde a um modelo de cilindrada diferente daquele informado pelo passageiro.
A ocorrência foi registrada pelos crimes de direção perigosa, velocidade incompatível com a via e lesão corporal culposa na direção de veículo automotor. O caso será investigado pela Polícia Civil, que deverá apurar todas as circunstâncias da perseguição.
Por se tratar de investigação em andamento, os nomes e demais dados pessoais dos envolvidos foram preservados.
Jales
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