Segundo a Polícia Civil, investigado descumpriu medida protetiva e foi detido após negociação com equipes especializadas. Caso também envolve uma denúncia anterior de abuso sexual contra o filho do casal, ainda sujeita à apuração.
A Polícia Civil detalhou, na tarde desta sexta-feira (16), os crimes pelos quais deverá responder o homem preso após invadir a casa da ex-companheira e mantê-la em cárcere privado junto com o filho do casal, um bebê, em Votuporanga, no interior de São Paulo.
De acordo com as informações apresentadas durante uma coletiva de imprensa na Central de Flagrantes, o investigado responderá por quatro crimes: cárcere privado, violência psicológica, ameaça e descumprimento de medida protetiva de urgência.
A ocorrência foi registrada na manhã de sexta-feira, no Residencial Célio Honório. Segundo as informações divulgadas anteriormente, o homem estava armado com uma faca e fez ameaças às vítimas durante o cerco policial.
A ação mobilizou equipes da Polícia Militar, do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), do Canil Central, do Corpo de Bombeiros e do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate). Após horas de negociação, a mulher e o bebê foram libertados sem ferimentos, e o suspeito se entregou.
Medida protetiva já estava em vigor
Segundo o delegado plantonista Rogério Montoro, havia uma medida protetiva contra o investigado em razão de uma denúncia anterior de abuso sexual contra o filho do casal, que, conforme as informações divulgadas na coletiva, tinha oito meses.
O delegado Edson Sakashita também afirmou que o homem possui histórico criminal e relatou episódios anteriores de agressão contra a ex-companheira.
As informações sobre a denúncia anterior são atribuídas às autoridades policiais e não representam, por si só, uma condenação pelo fato denunciado.
Investigado permanece à disposição da Justiça
Após a prisão, o homem permaneceu custodiado na Central de Flagrantes de Votuporanga.
Conforme informado pelas autoridades, uma audiência de custódia estava prevista para a manhã deste sábado (17), quando o Poder Judiciário deverá analisar a situação da prisão.
A ex-companheira também era aguardada na delegacia para prestar depoimento formal sobre a ocorrência.
O caso segue sob responsabilidade das autoridades policiais e judiciais, que deverão apurar as circunstâncias dos fatos e analisar as medidas legais cabíveis.
Votuporanga
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