Tribunal do Júri reconheceu quatro qualificadoras do crime; réu permanecerá preso e não poderá recorrer em liberdade.
O Tribunal do Júri de Araçatuba condenou a 25 anos de prisão, em regime inicial fechado, o homem acusado de matar a própria mãe, Alzira Pinto da Silva, de 74 anos, com pelo menos 23 marteladas na cabeça. O julgamento foi realizado na quinta-feira (16) e terminou com a condenação de Aqueharu Yamaguchi Júnior pelo homicídio ocorrido em outubro de 2020.
Os jurados acolheram todas as qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público, reconhecendo que o crime foi praticado por motivo torpe, meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio.
Na sentença, o juiz Carlos Gustavo de Souza Miranda determinou que o condenado permaneça preso preventivamente, sem o direito de recorrer em liberdade.
Segundo a denúncia do Ministério Público, o crime teria sido motivado por vingança. Dias antes do assassinato, a vítima teria agredido o filho durante uma discussão em um bar. O episódio foi gravado e divulgado nas redes sociais.
Inconformado com a situação, o acusado aguardou a mãe retornar para casa e a surpreendeu dentro do quarto, enquanto ela trocava de roupa. Mesmo caída e pedindo para que as agressões parassem, a idosa foi atingida ao menos 23 vezes com um martelo. A violência foi tão intensa que o cabo da ferramenta chegou a quebrar.
Após o homicídio, o réu tomou banho, trocou de roupa, roubou dinheiro da vítima e fugiu utilizando o carro da mãe para comprar e consumir drogas. Horas depois, convencido por familiares, decidiu se entregar à polícia.
Durante o depoimento, ele confessou o crime e afirmou que morava com a mãe desde que retornou do Japão para o Brasil, em 2019.
A defesa, representada pelos advogados Filipe Kenzo Said Onohara e Paulo Arthur Germano Rigamonte, informou que irá recorrer da condenação.
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