Único sobrevivente afirmou que voo simulava situação de emergência e que procedimento teria sido combinado pelos pilotos antes da decolagem.
As investigações sobre a queda do avião bimotor ocorrida no dia 10 de junho, em Marília (SP), ganharam um novo desdobramento após o depoimento do único sobrevivente da tragédia. Segundo Pablo Portela Ilowski, de 28 anos, a aeronave realizava um treinamento com apenas um dos motores em funcionamento momentos antes do acidente que matou dois pilotos.
Conforme o relato prestado às autoridades, a simulação de emergência havia sido combinada pelos pilotos na noite anterior ao voo e, segundo ele, o procedimento não teria seguido os protocolos de segurança previstos para esse tipo de operação.
O avião era pilotado por Gabriel Maloni Mendes da Cruz, de 24 anos, que morreu no local. A outra vítima fatal foi Henrique Guariente Filho, de 47 anos.
Pablo ocupava o banco traseiro da aeronave e conseguiu sobreviver graças à rápida ação de trabalhadores de uma obra próxima ao local da queda. Os operários utilizaram uma faca para cortar o cinto de segurança e retirá-lo dos destroços antes que o fogo consumisse completamente o avião.
Mesmo utilizando 16 extintores de incêndio na tentativa de controlar as chamas, os socorristas não conseguiram salvar os dois pilotos, que morreram carbonizados.
Em seu depoimento, o sobrevivente também afirmou que a aeronave não apresentava falhas mecânicas e que toda a manutenção estava em dia.
O avião envolvido no acidente é um Beech Aircraft 58, prefixo PT-MDB, fabricado em 1985 e pertencente à empresa Ponzan Alimentos, de Estrela d’Oeste (SP). Segundo as autoridades, a documentação da aeronave estava regular.
As causas da queda continuam sendo investigadas pela Polícia Civil e pelo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa), que deverão apontar se houve falha operacional, erro humano ou outros fatores que contribuíram para a tragédia.
Estrela D'oeste
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