O Tribunal do Júri de Votuporanga encerrou, na madrugada desta quinta-feira (28), o julgamento do caso que chocou a cidade em 2022. Cinco réus foram condenados pelo assassinato de Francis Felipe Plácido de Jesus, morto com extrema violência e deixado em uma área de mata no bairro Cruzeiro.
Penas altas
O homem apontado como responsável por planejar toda a execução recebeu 53 anos de prisão, a maior pena entre os envolvidos.
Os outros quatro réus foram condenados a 48, 30, 27 e 26,8 anos de reclusão, conforme denúncia apresentada pelo Ministério Público.
A sessão ocorreu sob forte esquema de segurança, com reforço policial e ruas próximas ao Fórum isoladas. Uma testemunha protegida também participou da audiência, dada a periculosidade dos investigados. As defesas afirmaram que vão recorrer.
Emboscada e execução
Segundo o processo, Francis foi atraído para uma falsa festa, usada como armadilha. De lá, foi levado até uma área de mata próxima a um córrego, no bairro Cruzeiro, onde acabou executado com vários disparos, inclusive na cabeça.
O corpo foi encontrado dias depois, em meio ao brejo, após mobilização de familiares e autoridades.
O carro usado pela vítima foi localizado queimado perto do local do crime, numa tentativa clara de eliminar provas.
O trabalho da DIG de Votuporanga garantiu a identificação e a rápida prisão dos envolvidos, concluindo um dos casos mais brutais registrados na cidade.


