Uma tragédia chocou o interior de São Paulo nesta terça-feira (14). A pequena Maria Clara Aguirre Lisboa, de apenas 5 anos, foi encontrada morta enterrada em uma cova concretada nos fundos da casa onde o padrasto morava, em Itapetininga (SP).
Segundo informações da Polícia Civil, a menina estava desaparecida há cerca de 20 dias. O corpo foi localizado após o pai procurar as autoridades, relatando que não conseguia contato com a filha e que a mãe da criança também havia desaparecido.
Durante as investigações, os policiais chegaram até a casa dos pais do atual companheiro da mulher. No local, encontraram a mãe de Maria Clara, que foi levada à delegacia junto com o padrasto. Durante os depoimentos, os dois apresentaram contradições e acabaram sendo pressionados pelos investigadores.
Em um momento de confissão, a mãe admitiu o crime, revelando que a filha foi agredida até a morte. Segundo ela, as agressões teriam sido uma “correção de comportamento”, mas a situação saiu do controle e acabou levando à morte da criança.
Após perceberem o que havia acontecido, o casal decidiu enterrar o corpo no quintal da casa dos pais do homem e concretar o local na tentativa de ocultar o crime.
Os dois foram presos temporariamente e permanecem à disposição da Justiça. O laudo necroscópico deve confirmar a causa e a data exata da morte da menina.
O caso causa comoção em todo o país e reacende o debate sobre a proteção de crianças em situação de vulnerabilidade.
A pequena Maria Clara teve a vida interrompida de forma brutal, e a cidade de Itapetininga amanheceu em luto por mais uma vítima da violência doméstica.

