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23 04 2026

Menino é agredido por pai de aluno na saída de escola em Rio Preto

A saída de alunos da Escola Estadual Maria Galante Nora, no Jardim Belo Horizonte, em Rio Preto, terminou em confusão e agressão nesta semana. Um professor de 44 anos procurou a Polícia Civil para denunciar que o filho, de 12 anos, levou um soco no braço e foi ameaçado pelo pai de um colega de sala.

Segundo o boletim de ocorrência, o agressor partiu para cima do menino após ouvir do próprio filho que teria sido “agredido” durante a aula. O garoto explicou ao pai que apenas esbarrou no colega sem querer, fazendo os óculos dele caírem no chão — situação que foi interpretada como provocação.

Indignado, o pai da vítima contou que o filho sofre bullying dentro da escola. Outro aluno estaria chamando-o de “sem mãe” e usando termos ofensivos por ele ser adotado por um casal homoafetivo.

O vice-diretor informou que a agressão ocorreu na calçada, fora da responsabilidade direta da escola. Ele orientou o registro do boletim e disse que as imagens das câmeras serão analisadas. Mesmo assim, o professor retirou o filho da unidade, exigiu acesso ao material pedagógico e determinou que o menino fará apenas as provas na escola, sempre sob sua supervisão do lado de fora. A direção aceitou a medida.

O pai reforçou que sempre esteve presente na vida escolar do menino e questionou a falta de ação da unidade. Para ele, o filho mudou de comportamento desde que entrou na escola, reagindo à forma como tem sido tratado pelos outros estudantes.

Outro caso registrado na mesma unidade

Não é o primeiro episódio envolvendo alunos de 12 anos na escola. Em setembro, uma advogada relatou à Polícia Civil que o filho vinha sendo agredido com socos e puxões de cabelo por outro estudante. Mesmo após avisar a direção várias vezes, nenhuma providência concreta teria sido tomada. O caso foi registrado como ato infracional análogo a vias de fato.

A mãe criticou a postura da escola e disse que a psicóloga conversou apenas uma vez com o menino. Ela questionou até quando o Estado vai esperar antes de agir com firmeza diante das agressões.

O que diz a Secretaria da Educação

Em nota, a Secretaria da Educação do Estado repudiou qualquer forma de violência e afirmou que a equipe gestora acolheu a vítima, encaminhou o estudante ao programa Psicólogo da Educação e chamou os responsáveis pelo agressor para reunião.

A Seduc-SP informou ainda que o Conviva SP realizou ação de conscientização com todos os alunos e que há vagas disponíveis em outras escolas próximas. Caso a família queira, a transferência pode ser solicitada para 2025.

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