Em uma das sessões mais recente da Câmara de Fernandópolis reacendeu um problema antigo, mas que insiste em se repetir: a desorganização no transporte de pacientes para São José do Rio Preto e Barretos.
Um parlamentar cobrou da Prefeitura informações básicas sobre o serviço — quantos pacientes são levados por mês, quais veículos fazem o transporte, como funciona o cronograma de saída e retorno e quem é o responsável por organizar tudo. Coisa simples, que qualquer gestão que se preze deveria ter à mão.
A cobrança ganhou força depois de um caso pesado. Uma gestante de alto risco foi levada para fazer exame no Hospital de Base, em Rio Preto. O procedimento atrasou. Mesmo assim, o transporte municipal não esperou. Deixou a paciente e o marido para trás. Eles só conseguiram voltar para Fernandópolis no dia seguinte, por conta própria.
Para piorar, o casal ouviu de uma funcionária: “Fique tranquila, isso acontece com certa frequência com pacientes de Fernandópolis.”
É o tipo de frase que mostra que o problema já virou rotina — e rotina das ruins.
A situação escancarou a falta de coordenação e de cuidado com quem depende do serviço. Estamos falando de pessoas doentes, muitas fragilizadas, que saem da cidade para procurar tratamento. Deixar alguém para trás, ainda mais uma gestante de alto risco, é falta de responsabilidade básica.
A Câmara agora espera a resposta do Executivo. E a cidade espera algo mais simples: que esse tipo de descuido pare de acontecer. Porque, no fim das contas, trata-se de respeito e de preservação da vida.




