Defeso começou neste domingo (1º) na Bacia do Rio Paraná e mobiliza a Polícia Ambiental na região; fiscalização será intensificada em rios e represas.
Atenção, pescadores do Noroeste Paulista! Começou à meia-noite deste domingo (1º) o período da Piracema na Bacia Hidrográfica do Rio Paraná. Até 28 de fevereiro de 2027, a pesca de espécies nativas estará sujeita a restrições para proteger a reprodução dos peixes e preservar a fauna aquática.
A medida abrange importantes rios da região, como o Grande, o Paraná e o São José dos Dourados. Durante o período reprodutivo, muitos peixes se deslocam para áreas de desova, ficando mais vulneráveis à captura.
Quais peixes não podem ser pescados?
Durante o defeso, fica proibida a captura de diversas espécies nativas, entre elas:
- Dourado;
- Pintado;
- Pacu;
- Curimbatá;
- Piapara;
- Piracanjuba;
- Jaú;
- Mandi-amarelo;
- Traíra;
- Lambari;
- Cascudo.
A pesca de espécies exóticas, alóctones e híbridas, como tilápia, tucunaré, corvina de água doce, carpa, bagre-africano e pirarucu, pode continuar permitida, desde que sejam respeitadas as regras específicas para cada espécie, modalidade e local.
Antes de sair para pescar, é importante consultar as normas oficiais, pois existem restrições relacionadas aos locais de pesca, equipamentos e quantidades permitidas.
Polícia Ambiental vai intensificar a fiscalização
O 4º Batalhão de Polícia Militar Ambiental, responsável pelo policiamento em áreas que abrangem Fernandópolis, São José do Rio Preto, Franca e Ribeirão Preto, intensificará as ações de fiscalização em rios, represas e pontos de pesca.
A preparação começou ainda em outubro, com a Operação Pré-Piracema. Segundo os dados divulgados, a ação resultou na abordagem de 1.160 pescadores e 452 embarcações.
Durante a operação, também foram aplicadas mais de R$ 43 mil em multas, além da apreensão de 137 quilos de pescado e quase seis quilômetros de redes irregulares.
Multas e apreensões
Quem descumprir as regras poderá receber multa com valor inicial de R$ 1 mil, acrescida de R$ 20 por quilo de pescado apreendido, conforme as normas aplicáveis.
Dependendo da infração, também podem ocorrer apreensão de barcos, motores, varas e outros equipamentos utilizados na pesca. O responsável ainda poderá responder criminalmente por crime ambiental.
A orientação é que pescadores verifiquem as regras vigentes antes de qualquer atividade durante o período de defeso. O respeito às restrições ajuda a garantir a reprodução das espécies e a preservação dos recursos naturais para as próximas gerações.





Fernandópolis
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