Crime foi motivado por ciúmes e não aceitação do fim do relacionamento, segundo o Ministério Público
O Tribunal do Júri condenou uma mulher a 47 anos e 10 meses de prisão em regime fechado por tentar matar a ex-companheira e a filha adolescente dela, em Populina, no interior de São Paulo.
A decisão reconheceu o crime como tentativa de feminicídio qualificado. Além da pena de prisão, a ré também foi condenada ao pagamento de R$ 15 mil de indenização às vítimas. A defesa ainda pode recorrer da sentença.
De acordo com o Ministério Público, o ataque foi motivado por ciúmes e sentimento de posse. A acusada não aceitava o fim do relacionamento, que teria durado cerca de três anos, e ficou inconformada ao descobrir que a ex-companheira havia iniciado um novo relacionamento amoroso.
O crime aconteceu em 2 de julho de 2025. Segundo a investigação, a mulher saiu de Ouroeste e foi até Populina com o objetivo de atacar a ex-companheira, então com 31 anos. A vítima foi atingida por diversos golpes de faca.
Durante a agressão, a filha da mulher, que tinha 14 anos na época, tentou defender a mãe e também foi atacada, sendo atingida por uma facada nas costas.
Após o crime, a autora fugiu para Ouroeste, onde acabou localizada pela Polícia Militar escondida em um terreno. Ela foi presa em flagrante e encaminhada para a Central de Flagrantes de Fernandópolis.
Apesar da violência do ataque, mãe e filha sobreviveram. No entanto, ambas ficaram com sequelas permanentes. A adolescente precisou passar por uma cirurgia delicada e perdeu parte dos movimentos de uma das mãos em decorrência dos ferimentos.
A condenação reforça o combate à violência contra a mulher e evidencia a gravidade de crimes motivados por obsessão, ciúmes e sentimento de posse.
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