Pesquisadora pode responder por furto qualificado, fraude processual e transporte irregular de organismo geneticamente modificado
A professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Soledad Palameta Miller, de 36 anos, foi presa em flagrante na segunda-feira (23) sob suspeita de furtar material biológico do Instituto de Biologia (IB) da instituição.
Natural da Argentina, a pesquisadora atua na Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) e foi transferida para a Penitenciária Feminina de Mogi Guaçu após a prisão.
De acordo com a Polícia Federal, responsável pela investigação, a professora pode responder por crimes graves, incluindo furto qualificado, fraude processual e transporte irregular de organismo geneticamente modificado.
As autoridades informaram que o material biológico, que havia sido retirado do Laboratório de Virologia e Biotecnologia Aplicada, foi recuperado e encaminhado para análise pelo Ministério da Agricultura e Pecuária.
🔎 Quem é a pesquisadora
Soledad Miller ingressou na Unicamp em 2025 e atua como coordenadora do Laboratório de Virologia e Biotecnologia em Alimentos. Suas pesquisas são voltadas à vigilância epidemiológica e ao desenvolvimento de diagnósticos e terapias relacionadas a vírus transmitidos por alimentos e água.
☣️ Nível de risco dos materiais
O laboratório onde a professora atua trabalha com materiais classificados nos níveis de biossegurança NB-2 e NB-3, o que indica potencial de causar doenças graves em humanos e animais.
Apesar disso, segundo apuração, parte dos materiais manipulados já possui vacina ou tratamento disponível.
🗣️ Defesa contesta acusação
O advogado da pesquisadora, Pedro de Mattos Russo, afirmou que não há provas concretas de que tenha ocorrido furto. Segundo ele, a professora utilizava o laboratório do Instituto de Biologia por falta de estrutura própria na sua unidade.
O caso segue sob investigação da Polícia Federal.









