Neoenergia Elektro registrou 682 ocorrências entre janeiro e junho; concessionária faz alerta sobre os riscos do cerol, linhas chilenas e pipas próximas à rede elétrica.
Uma brincadeira tradicional das férias escolares tem causado prejuízos e colocado vidas em risco em diversas cidades de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Dados divulgados pela Neoenergia Elektro apontam que 682 ocorrências envolvendo pipas presas na rede elétrica foram registradas entre janeiro e junho de 2026, deixando quase 700 mil pessoas sem energia elétrica durante o período.
Segundo a concessionária, o número de ocorrências é superior ao registrado no mesmo período do ano passado e preocupa pelo impacto no fornecimento de energia e pelos riscos de acidentes graves. Além dos apagões, o uso de cerol, linha chilena e materiais metálicos nas pipas pode romper cabos elétricos, provocar curtos-circuitos e colocar em perigo pedestres, motociclistas e os próprios praticantes da brincadeira.
De acordo com Guilherme Mafra, gerente de Saúde e Segurança da Neoenergia Elektro, papéis metalizados e linhas com materiais cortantes aumentam significativamente o risco de acidentes. A orientação é que as pipas sejam empinadas apenas em locais abertos, distantes da rede elétrica, rodovias e áreas de circulação de veículos.
Os impactos também foram sentidos em diversas cidades do interior paulista. Em Limeira, as ocorrências cresceram 33%, deixando mais de 5,7 mil imóveis sem energia. Em Araras, o número de consumidores afetados aumentou 128%, ultrapassando 7,1 mil unidades. Já em Mogi Guaçu, o crescimento chegou a 256%, passando de 1,1 mil para aproximadamente 4 mil imóveis atingidos.
A Neoenergia reforça que, caso uma pipa fique presa na rede elétrica, a população não deve tentar retirá-la, pois há risco de choque elétrico. Nessas situações, a orientação é acionar imediatamente a concessionária responsável.
Estado de SP
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