Uma trabalhadora rural de Dirce Reis, no interior de São Paulo, precisou de atendimento médico urgente na tarde desta terça-feira (10) após ser picada por uma cobra jararaca enquanto realizava a colheita de abóboras em uma propriedade rural da região.
De acordo com as informações iniciais, a serpente atingiu a mão direita da mulher durante o trabalho na lavoura. Após o acidente, ela foi rapidamente socorrida por pessoas que estavam no local e encaminhada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Jales, onde recebeu os primeiros atendimentos médicos.
Na unidade de saúde, a paciente passou pelo protocolo padrão para acidentes com serpentes, que inclui a aplicação de soro antiofídico, além de medicação para controle da dor e monitoramento clínico. Segundo as informações médicas mais recentes, o estado de saúde da trabalhadora é considerado estável, mas ela permanece internada em observação para acompanhamento da evolução do quadro.
A jararaca, serpente do gênero Bothrops, é responsável por cerca de 70% dos acidentes com cobras registrados no Brasil, segundo dados do Instituto Butantan. A toxina do animal pode causar sintomas como inchaço intenso, manchas arroxeadas, sangramentos e, em casos mais graves, necrose dos tecidos e complicações renais.
Especialistas alertam que a presença de serpentes em áreas rurais e até em zonas urbanas tem se tornado mais frequente devido à degradação do habitat natural, o que faz com que esses animais procurem alimento fora das matas.
Em casos de picada de cobra, a orientação é levar a vítima imediatamente a uma unidade de saúde. No local da picada, recomenda-se lavar apenas com água e sabão, evitando torniquetes, cortes ou o uso de substâncias caseiras. Sempre que possível, identificar o animal ou registrar uma foto pode ajudar os profissionais de saúde a aplicar o soro específico com maior rapidez, aumentando as chances de recuperação da vítima.

