Denúncia apresentada à Justiça relata tentativa de afastamento do cargo e aponta documentos, áudios e mensagens como elementos para apuração
A vice-prefeita de Meridiano, Juliana Lima de Miranda, protocolou uma denúncia na Justiça relatando ter sido vítima de suposta coação política durante uma reunião realizada nas dependências do Fórum de Fernandópolis.
Segundo o relato apresentado no processo, Juliana teria sido convocada ao local em julho sob a justificativa de tratar de um processo. Ao chegar, ela teria sido encaminhada para uma sala da OAB, onde estariam um servidor identificado como Lucas e a procuradora municipal Graziela.
Ainda conforme a denúncia, durante o encontro teria sido solicitado que a vice-prefeita requeresse licença-maternidade de seis meses, com o objetivo de afastá-la temporariamente do cargo.
A denúncia sustenta que a estratégia estaria relacionada a uma articulação política envolvendo um possível processo de cassação do prefeito Fábio Paschoalinoto. Caso o prefeito fosse afastado e a vice também deixasse o cargo, o presidente da Câmara Municipal, identificado como Lindinho, assumiria o comando do Executivo.
Juliana também relatou ter sofrido pressão e ameaças relacionadas à sua elegibilidade caso não aceitasse a proposta. Ela teria sido pressionada ainda a protocolar o pedido de afastamento junto à Câmara Municipal.
Como parte dos elementos apresentados à Justiça, foram anexados áudios gravados pela vice-prefeita, documentos, imagens e mensagens.
O estagiário Antônio Arouca Pereira também teria prestado depoimento e confirmado que intermediou a convocação de Juliana a pedido de Lucas. Segundo o processo, mensagens apresentadas na ação reforçariam essa versão.
Justiça determina diligências
Nesta quinta-feira (13), a Justiça determinou a realização de diligências para verificar as circunstâncias relatadas na denúncia.
Entre as medidas determinadas está o pedido de informações ao Fórum de Fernandópolis sobre a origem telefônica da ligação que teria convocado a vice-prefeita, além da identificação dos agentes de segurança que estavam no local na data mencionada.
O caso tramita sob o número 0002272-74.2026.8.26.0189.
As acusações apresentadas no processo ainda serão apuradas pela Justiça. Até o momento, não há conclusão judicial sobre a veracidade dos fatos ou eventual responsabilidade dos envolvidos.
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